A acadêmica do curso de Direito Alexsandra Leite, membro do Núcleo de Pesquisa em Antropologia Jurídica (NPAJ) e estagiária do Núcleo Acadêmico Afro e Indígena (NAFRI), está no último período da Faculdade e conquistou, nessa semana, o tão sonhado espaço na lista de aprovados no XXIV Exame de Advogados do Brasil (OAB).
O nome no listão, é apenas um fruto dos diversos já colhidos pela estudante durante os cinco anos da graduação. Desde o segundo período, Alexsandra participa de projetos dentro da universidade, que oportunizaram alcançar conquistas importantes, uma delas foi o intercâmbio para a Universidade do Porto, em Portugal. Durante o intercâmbio, Alexsandra apresentou trabalhos de pesquisa produzidos com o professor doutor Jorge Vieira.
O incentivo à pesquisa veio do coordenador do NAFRI, o professor doutor Jorge Vieira. “Quando cheguei ao curso de Direito eu não tinha noção do que era a pesquisa, e logo nas primeiras aulas com o professor Jorge me senti incentivada a me engajar”, afirmou a aluna. Desde então, Alexsandra participou ao lado do professor na iniciação científica, no Núcleo de Antropologia Jurídica, e hoje no NAFRI, dando continuidade aos trabalhos além da universidade.
Alexsandra explica que parte da conquista é resultado do caminho trilhado academicamente: “Nós estudantes achamos que a carreira acadêmica está limitada à graduação, mas não, vai muito além disso. Iniciando a pesquisa, participei de monitoria, extensão, apresentei trabalhos fora do país e fiz o intercâmbio”. Ainda segundo a aluna, todas as experiências impactaram de forma direta para além da sala de aula, ampliou a percepção de mundo e agora reflete diretamente nas conquistas profissionais.
Para a prova, as 8 e 10 horas de estudos diários mostram que toda conquista vem acompanhada de suor. Para Alexsandra, a preparação intelectual e também psicológica é de extrema importância. E sentencia: “Não tem muito segredo, o caminho é aproveitar a oportunidade”.
Na segunda fase, a área escolhida foi o Direito Civil, considerada por muitos estudantes a mais difícil. “No momento em que eu pensei que iria escolher uma matéria para passar seis meses estudando, eu preferi a disciplina que eu me identifiquei, optei pela civil por amor”. Pela segunda vez realizando o exame - a primeira foi quando estava apenas no quinto período-, Alexsandra insistiu em civil por gostar do conteúdo abordado, “acho que devemos escolher o que a gente realmente ama”, completa Alexsandra.
O texto para a matéria foi construído pela estudante do curso de Jornalismo do Cesmac Maria Eduarda Rodrigues, que é Monitora do NAFRI, coordenado pelo professor doutor Jorge Vieira.