NAFRI/DH Cesmac celebra três anos de atuação com contribuições na formação acadêmica e multicultural em Alagoas
Evento marcou a data com palestras e debates sobre quilombismo, direitos indígenas e acessibilidade
09/12/2020 às 15h58
“Importância do NAFRI/DH) para fomento do debate acadêmico sobre os povos tradicionais, uma vez que Alagoas é palco de tantas histórias desses povos, Zumbi dos Palmares, quebra de terreiro, bem como a resistência dos indígenas que aqui vivem até os dias de hoje. O Núcleo tem sido um exemplo no desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão, bem como articulação no âmbito do ensino para incorporação do debate sobre as temáticas afros e indígenas em todos os cursos”, fala do vice-reitor do Cesmac, Prof. Dr. Douglas Apratto Tenório, durante discurso de abertura do evento que celebrou os três anos do Núcleo Acadêmico Afro e Indígena e Direito Humanos (NAFRI/DH).
A programação aconteceu no início deste mês e contou com palestras sobre temas envolvendo quilombismo, direitos indígenas e acessibilidade, além da exibido um vídeo com depoimentos dos estudantes de diversos cursos sobre a importância do NAFRI em suas trajetórias acadêmicas, especialmente, na extensão e na pesquisa. A mediação do evento ficou por conta da Profa. Shymena Brandão.
O Prof. Me. Marcelo Jobim, docente do curso de Direito, falou sobre “Quilombismo e a Patologia do Estado Brasileiro”, destacando a resistência, trajetória e importância da população afro na construção da sociedade brasileira. A Profa. Dra. Cristiane Monteiro, docente do curso de Medicina, tratou sobre “Acessibilidade do Conhecimento Técnico Científico da Medicina na Melhoria da Qualidade de Vida nas Comunidades Quilombolas”.
Teve ainda a palestra com o tema “Direitos Indígenas e Quilombolas e sua Efetividade: conquistas e desafios frente ao Estado Brasileiro”, com o Prof. Dr. Jorge Vieira, coordenador do NAFRI/DH, e mediação do Prof. Me. Sandro Lôbo.
Sobre o Núcleo, Prof. Dr. Jorge Vieira afirma: “uma iniciativa ousada e inovadora do Cesmac, que hoje completa três anos e tem atuação em vários cursos das áreas de saúde, humanas e exatas, envolvendo o Centro Universitário Cesmac de Maceió e as faculdades do Sertão e Agreste. Os docentes que compõem o NAFRI/DH têm trajetória no meio acadêmico e trabalho social junto as populações indígenas e afros, que são os verdadeiros protagonistas dos saberes. Portanto, tem sido uma iniciativa que favorece a produção do conhecimento, a troca de experiência, além do compartilhamento de saberes entre docentes, discentes e populações tradicionais”, reforça.
O Prof. Sandro Lôbo destacou o compromisso social do Núcleo no trabalho com as populações indígenas. “Nas práticas de pesquisa e extensão a população não pode ser vista como mero objeto de interesse acadêmico, mas, como sujeito social protagonista desses projetos e tendo suas culturas, identidades e trajetórias respeitadas”.
NAFRI/DH CESMAC
O Núcleo Acadêmico Afro e Indígena e Direitos Humanos foi criado em novembro de 2017 pelo Centro Universitário CESMAC. A iniciativa tem o objetivo de promover a articulação da temática de relações ético-raciais no ambiente acadêmico, no sentido de orientar as atividades que visem ao desenvolvimento de pesquisas e extensão voltadas no âmbito de suas respectivas áreas do conhecimento.
Além disso, divulgar a influência e a importância das culturas negra e indígena na formação do povo brasileiro e as repercussões, além de realizar atividades de extensão como cursos, seminários, palestras, conferências e atividades artístico-culturais.
Além de organizar encontros com reflexão e capacitação de servidores em educação para o conhecimento e valorização da história dos povos africanos, da cultura afro-brasileira e indígena e da diversidade na construção histórica e cultural do país.