No início deste mês alguns bairros de Maceió sofreram tremores de terra, que gerou preocupação nos moradores e motivou uma série de debates e discussões sobre o assunto. O movimento também teve o posicionamento de especialistas na área, como o professor do curso de Engenharia Civil do Cesmac e Geólogo Ricardo Queiroz.
O docente foi convidado por vários setores públicos e privados para explicar o tremor de terra ocorrido em Maceió. Além do professor de Hidrologia do Cesmac os encontros reuniram técnicos das secretarias do Meio Ambiente do estado e município, Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Companhia de Saneamento de Alagoas (Casa), secretarias municipal e estadual de Infraestrutura, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), Defesa Civil e Instituto do Meio Ambiente (IMA) e também a geóloga e professora da Ufal, Rochana de Andrade Lima.
"O debate na audiência pública marcada para a Câmara é muito importante. Mas, não menos significativo é dizer que não há, ainda, como determinarmos ou definirmos o que realmente aconteceu em Maceió. Iniciei um estudo em 2000, que foi abraçado pela Ufal e pelo Cesmac, que indicava fissuras no subsolo de Maceió. Porém, somente com a análise do Serviço Geológico do Brasil, cujo resultado deve ser apresentado em 30 dias, é que teremos um posicionamento sobre o ocorrido", destacou Ricardo Queiroz.
O professor Ricardo Queiroz ainda participou do debate que ocorreu no Conselho Regional de Engenharia de Alagoas (CREA-AL), evento aberto a imprensa, aos estudantes, profissionais e toda a sociedade. O debate foi importante pois trouxe especialistas para promover a discussão “Tremores de terra em Maceió” e assim tranquilizar, de alguma forma, a sociedade quanto aos últimos acontecimentos. A explicação do tremor causado tem como base um estudo do solo e das águas subterrâneas na capital feito em 2009 pelo próprio professor. Ricardo Queiroz também comentou sobre as especulações da exploração de sal-gema em Maceió ter relação com o tremor, mas descartou tal possibilidade.