Coordenado pela professora doutora Junia Helena Porto, docente do curso e coordenadora da Clínica de Nutrição do CESMAC, o projeto atua a partir dos fatores emocionais, sociais e comportamentais que envolvem a relação das pessoas com a comida, propondo estratégias de cuidado mais sustentáveis, conscientes e alinhadas à realidade de cada indivíduo.
O “Conta com a Gente” surgiu diante do cenário epidemiológico marcado pelo aumento simultâneo da obesidade e dos transtornos alimentares, buscando promover hábitos alimentares mais equilibrados, prevenir comportamentos disfuncionais relacionados à alimentação e estimular uma relação mais positiva, flexível e consciente com a comida.
Além das ações junto à comunidade, o projeto também contribui para a formação prática dos estudantes do curso de Nutrição, fortalecendo habilidades relacionadas ao acolhimento, escuta e comunicação com pacientes.
Segundo a professora Junia Helena Porto, a proposta do projeto é justamente ampliar a compreensão sobre alimentação para além das dietas e restrições. “Hoje, discutir alimentação é também falar sobre emoções, comportamento, rotina e saúde mental. O projeto busca trabalhar esse cuidado de forma mais humana e preventiva, ajudando as pessoas a desenvolverem uma relação mais saudável e consciente com a comida”, destacou.
Neste semestre, uma das frentes de atuação do projeto acontece em parceria com o programa institucional “Movimente-se”, iniciativa voltada à promoção da saúde e qualidade de vida dos colaboradores do CESMAC. Os encontros são realizados quinzenalmente e têm como foco principal incentivar mudanças saudáveis e sustentáveis no estilo de vida dos participantes.
Como parte dessa programação, o projeto promoveu, na última segunda-feira (04), uma oficina sobre fome física e fome emocional, conduzida pela psicóloga Marina Fiuza, colaboradora da iniciativa. Realizada no Complexo de Salas Invertidas do CESMAC, a oficina utilizou dinâmicas voltadas ao reconhecimento da fome fisiológica e da chamada fome emocional, auxiliando os participantes a identificarem melhor os sinais relacionados à alimentação no cotidiano.
“A proposta da atividade foi conscientizar os participantes sobre as diferenças entre a fome física e a emocional, ajudando-os a perceber gatilhos e desenvolver uma relação mais equilibrada e consciente com a alimentação”, explicou a psicóloga Marina Fiuza.